Diário da Engenhoca
O que não cabe num gole só.
Aqui vão morar as histórias que a gente conta na mesa: o que se aprende no alambique, o que a cidade guarda e o que o Brasil ainda tem pra reaprender sobre a própria bebida.
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A bebida que o Brasil proibiu, taxou e aprendeu a esconder
Alvará real, degredo para Angola e a revolta que nem se chamava Revolta da Cachaça.
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Quando pedir uma cachaça era pedir uma paraty
Um dicionário de 1889 registrava a mesma palavra duas vezes: o peixe e a “aguardente de canna de primorosa qualidade”.

Quem escreve
Duda Porto
Arquiteta e urbanista, sommelier de cachaça.
Maria Eduarda de Mello Porto é filha e neta de caiçaras e alambiqueiros, pelo lado materno. Nasceu e cresceu em Paraty, ouvindo as duas histórias que a Engenhoca junta numa só: a da cana e a da pedra.
Pesquisa patrimônio e arquitetura colonial — com um assunto preferido, que é a arquitetura dos engenhos. É a primeira sommelier de cachaça da cidade e hoje dirige o Patrimônio Mundial e Cidade Criativa de Paraty.
Quando a Engenhoca assina “Cachaça e Arquitetura”, não é apenas o conceito da marca. É o currículo de quem a idealizou.
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